terça-feira, 20 de junho de 2017

Lav Diaz e Zhang Hanyi em cartaz



MAIS UMA SEMANA PARA VER FILMES DE LAV DIAZ E ZHANG HANYI

O chinês A VIDA APÓS A VIDA, dirigido por Zhang Hanyi e produzido pelo renomado Jia Zhang-ke; e o vencedor do Leão de Ouro do último Festival de Veneza, A MULHER QUE SE FOI, novo drama monumental do diretor filipino Lav Diaz, seguem em exibição na Cinemateca Capitólio Petrobras até o dia 28 de julho. O valor do ingresso para as estreias é R$ 16,00, com meia entrada para estudantes e idosos.

A Mulher Que Se Foi
(Ang Babaeng Humayo)
228 minutos, Filipinas, 2016
Direção: Lav Diaz
Distribuição: Zeta Filmes
Horacia passou os últimos 30 anos numa penitenciária feminina. Ex-professora de escola primária, ela leva uma vida tranquila ajudando suas companheiras a praticarem a leitura e a escrita. Quando outra detenta confessa ter cometido o crime original, Horacia é libertada e parte em busca de sua família então distante. Enquanto procura pelo filho desaparecido, Junior, Horacia descobre novamente sua terra natal – as Filipinas do final dos anos 1990 –, apenas para concluir que seus habitantes vivem aterrorizados pela corrupção e sequestros desenfreados. Sua personalidade generosa fica contaminada por sentimentos de vingança. A mulher que se foi recebeu o Leão de Ouro na Mostra de Cinema de Veneza, em 2016. Exibição em DCP.

A Vida Após a Vida
(Zhi fan ye mão)
80 min., China, 2016
Direção: Zhang Hanyi
Distribuição: Zeta Filmes
Poucos moradores ainda vivem na pequena província chinesa de Shanxi, muitos se mudaram ou morreram, muitas casas abandonadas desabaram e alguns fantasmas voltaram. O espírito de Xiuying vagou por mais de uma década e retornou à aldeia através do corpo do filho, Leilei. Ela quer mover a árvore que plantou no jardim da família do marido quando se casou. Através da visão do passado de Xiuying vemos o que restou no presente, as pessoas, a reencarnação. Zhang Hanyi, em seu primeiro filme, capta o espectro entre a vida e oesquecimento. Exibição em DCP.

GRADE DE HORÁRIOS
20 a 28 de junho de 2017

20 de junho (terça)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Cineclube Academia das Musas – (Um Divã em Nova York, Chantal Akerman)

21 de junho (quarta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Fête de la musique - Aliança Francesa

22 de junho (quinta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – O Estranho Que Nós Amamos

23 de junho (sexta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Homenagem a Moacyr Scliar

24 de junho (sábado)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – TRILHAS FILMADAS: Metrópolis

25 de junho (domingo)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – TRILHAS FILMADAS: Metrópolis

27 de junho (terça)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Mulher do Pai

28 de junho (quarta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi

20h – Mulher do Pai

sexta-feira, 16 de junho de 2017

Trilhas Filmadas: Metrópolis




EXIBIÇÃO DE METRÓPOLIS COM TRILHA AO VIVO NA CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS

No sábado e no domingo, 24 e 25 de junho, sempre às 20h, acontecem duas sessões da primeira edição do projeto Trilhas Filmadas. Nando Barth, Lavalle, CoraZonDeLLoco, Phantom Powers e Dominik criam ao vivo uma nova trilha sonora para o clássico Metrópolis (1927, 153 minutos), de Fritz Lang. Trilhas Filmadas busca recriar uma atmosfera contemporânea através de breves intervenções sonoras e momentos dedicados a canções autorais. Produção e curadoria de Carlos Ferreira. O valor único promocional do ingresso é R$ 15,00. Os ingressos serão vendidos a partir de terça-feira, 20 de junho. 

PROJETO TRILHAS FILMADAS

Desde a primeira e histórica projeção dos irmãos Lumière, em 1895, as imagens da sétima arte já tinham um acompanhamento musical. Porém, o fundo musical era geralmente uma improvisação solo feita por pianistas ou organistas, e a música raramente coincidia com as narrativas da tela. A partir de 1910 começaram a ser editadas partituras para piano e orquestra, que transmitiriam os "climas" apropriados para cenas específicas. No entanto, o problema de sincronização entre cena e trilha sonora ainda não tinha sido resolvido. Só na década seguinte chegou-se a uma solução para este impasse, com a encomenda dos primeiros scores, ou seja: música incidental feita exclusivamente para determinado filme. Até hoje a música do filme está em harmonia com o diálogo e a imagem, estabelecendo o tom de um filme. Independentemente de ser clássica, jazz, eletrônica ou qualquer outro gênero, todo o material musical expressamente composto ou exibido num filme pode ser definido como a música do filme. 


METRÓPOLIS

Metrópolis é um filme alemão de ficção científica lançado em 1927, dirigido pelo cineasta austríaco Fritz Lang. Foi, na época, a mais cara produção até então filmada na Europa, e é considerado por especialistas um dos grandes expoentes do expressionismo alemão e também foi uma obra-prima à frente do seu tempo, já que pode se dizer que continua atual. O roteiro, baseado em romance de Thea von Harbou, foi escrito por ela, em parceria com Lang. Em 2008 foram reencontrados, na Argentina, 30 minutos de metragem deste clássico. Tal parte foi restaurada e acrescentada à versão conhecida. Na Berlinale 2010, o filme teve 83 anos depois, a sua segunda estreia mundial. Músicos representativos da cena eletrônica, guitarbands e jazz de Porto Alegre orquestram performances ao vivo criando uma nova trilha sonora para clássicos fimes mudos. Nessa primeira edição o filme escolhido é Metrópolis, um clássico do expressionismo alemão. Logo, o presente projeto busca recriar uma atmosfera sonora contemporânea através de breves intervenções sonoras e momentos dedicado a canções autorais. 

OS ARTISTAS 

Nando Barth: Um dos músicos expoentes da cena pop eletrônica. Atuou em diversas bandas nascentes da cena eletrônica da cidade de Porto Alegre, bandas com a Spleen e Adventure. Lavalle: Carlos Ferreira/Lavalle (arte gráfica, trompete e colagens sonoras): noir tango eletrônico incidental. Projeto iniciado em 1999 pelo artista gráfico Carlos Ferreira é composto de narrativas bases eletrônicas e um orgânico trompete de improviso sujo e ruídos. 

CoraZonDeLLoco é o alter ego de Rafael Rodrigues, sound designer, Dj, produtor e pesquisador sonoro, criador das antológicas festas Batô e Frekuencia, que junto de outros núcleos fizeram com que uma nova cena de arte eletrônica eclodisse na cidade. Em seus sets cria paisagens sonoras que misturam atmosferas híbridas e profundas entre ritmos folclóricos e étnicos com a cadência do downtempo e do slow techno, convergindo em uma experiência sensorial impactante nas pistas por onde se apresenta. 

Phantom Powers (Com a participação da cantora Tatiana Mattioni Pizetta): 

Os Phantom Powers são uma dupla formada por Tio Vico e Ray-Z. O show é pulsante e com muita dinâmica, calcado no rock and roll de diversas épocas. A formação reduzida é um atrativo à parte pois a dupla soa como uma banda completa. Ray Zimmer (Ray-Z) toca guitarra barítono, que tanto pode fazer o papel da guitarra como do baixo. Tio Vico canta, toca bumbo, caixa e hi-hat com os pés, guitarra (especialmente modificada para ter som de violão e guitarra estéreo). 

MC HMRCMPLTT: 

O duo emergente do sul do Brasil, MC HMMRCMPLTT, foi formado em 2017 com a junção de dois exploradores da música eletrônica: Dominik Pytlik e Hetser Offscreen. Os dois se encontram a partir de vivências no cenário eletrônico de Porto Alegre, e potencializam suas pesquisas com sonoridades diferentes e originais que se completam, o live deles se desenvolve a partir da imagem que o ambiente expõe. O polonês Dominik, com base no Brasil, está conectado com a música eletrônica desde 2008 na Polônia. Em 2009 começou seus primeiros e de muita pesquisa, dedicação e bom gosto na seleção musical, vem trabalhando o seu espaço no cenário eletrônico brasileiro. Hetser começou a experimentação e produção de música eletrônica no início de 2014 no sul do Brasil, misturando instrumentos digitais e analógicos, samples e texturas sonoras originais para criar novas ondas eletrocorporais. Entrando e saindo de alguns gêneros da músicas eletrônica como, Techno, Beats e Ketapop, Hetser também mistura suas influencias brasileiras na sua criação e apresentação musical. 

Apoio: Sonora Cultural Otto Desenhos Animados Axis Anima Atelier de Massas




terça-feira, 13 de junho de 2017

Cineclube Academia das Musas apresenta Um Divã em Nova York





Na terça-feira, 20 de junho, às 20h, o Cineclube Academia das Musas exibe na Cinemateca Capitólio Petrobras a singular comédia romântica dirigida por Chantal Akerman, Um Divã em Nova York (Un Divan à New York, 104 min., França/Alemanha/Bélgica, 1996). Após a sessão, acontece um debate com integrantes do grupo. O valor do ingresso é R$ 10,00, com meia entrada para estudantes e idosos. 

UM DIVÃ EM NOVA YORK

O doutor Henry Harriston (William Hurt) é um importante psicanalista novaiorquino. Béatrice Saulnier (Juliette Binoche) é uma bailarina francesa. Os dois decidem trocar de apartamentos por algumas semanas, para fugir da rotina e do stress. Mas como a decisão é tomada da noite para o dia, eles acabam se envolvendo nos assuntos pessoais, profissionais e amorosos do outro. A comédia romântica Um Divã em Nova York é, ao mesmo tempo, o maior fracasso e o filme mais singular da trajetória de Chantal Akerman, diretora que abriu diversas portas para o cinema experimental contemporâneo, desde a sua estreia em longa-metragem nos anos 1970.

CHANTAL AKERMAN

Nasceu em Bruxelas, Bélgica, e foi uma das mais influentes realizadoras de cinema experimental. Entre seus filmes, destacam-se Jeanne Dielman, 23 Quai du Commerce, 1080 Bruxelles (1975), exibido nos festivais de Cannes, Veneza e Toronto; Histoires d'Amérique (1989), seleção oficial do Festival de Berlim; Je, tu, il, elle (1977), Festival de Toronto; Toute une nuit (Berlim 1982) e The Captive (Cannes 2000). Akerman morreu em 2015. ​

CINECLUBE ACADEMIA DAS MUSAS

O Cineclube Academia das Musas é formado por um grupo de pesquisas sobre filmes dirigidos por mulheres. Em 2017, já realizaram na Cinemateca Capitólio Petrobras sessões com os filmes O Touro, de Larissa Figueiredo, e Quando a Mulher Se Opõe, de Dorothy Arzner. 

GRADE DE HORÁRIOS
13 a 21 de junho de 2017

13 de junho (terça)
16h – O Estranho Que Nós Amamos
18h – O Estranho Que Nós Amamos
20h – Finos Filmes – Curtas Portugueses

14 de junho (quarta)
16h – O Estranho Que Nós Amamos
18h – O Estranho Que Nós Amamos
20h – Sessão de pré-lançamento de A Liga dos Canelas Pretas

15 de junho (quinta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Finos Filmes – Curtas Brasileiros

16 de junho (sexta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Projeto Raros (Symptoms, José Ramón Larraz)

17 de junho (sábado)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Pré-estreia Mulher do Pai

18 de junho (domingo)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – O Estranho Que Nós Amamos

20 de junho (terça)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Cineclube Academia das Musas – (Um Divã em Nova York, Chantal Akerman)

21 de junho (quarta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Fête de la musique - Aliança Francesa (informações em breve)

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O Estranho Que Nós Amamos, A Vida Após a Vida e A Mulher Que Se Foi em exibição






CINEMATECA CAPITÓLIO PETROBRAS EXIBE CLÁSSICO DE DON SIEGEL E NOVIDADES ASIÁTICAS

A partir de terça-feira, 13 de junho, a Cinemateca Capitólio Petrobras exibe o clássico O Estranho Que Nós Amamos, dirigido por Don Siegel e protagonizado por Clint Eastwood, obra-prima que acabou de ganhar uma refilmagem de Sofia Coppola. O valor do ingresso para o filme de Don Siegel é R$ 10,00, com meia entrada para estudantes e idosos.

Na quinta-feira, 15 de junho, entram em cartaz dois filmes inéditos em Porto Alegre – o chinês A VIDA APÓS A VIDA, dirigido por Zhang Hanyi e produzido pelo renomado Jia Zhang-ke; e o vencedor do Leão de Ouro do último Festival de Veneza, A MULHER QUE SE FOI, novo drama monumental do diretor filipino Lav Diaz. O valor do ingresso para as estreias é R$ 16,00, com meia entrada para estudantes e idosos.

SESSÕES ESPECIAIS

Na sexta-feira, 16 de junho, às 20h, o Projeto Raros exibe na Cinemateca Capitólio Petrobras o filme SYMPTOMS (1974, 92'), dirigido por José Ramon Larraz. Projeção em HD com legendas em português. Após a sessão, acontece debate com os pesquisadores Carlos Thomaz Albornoz e Paulo Blob. Entrada franca.

Na quarta-feira, 14 de junho, às 20h, acontece o pré-lançamento do novo curta-metragem de Antonio Carlos Textor, A LIGA DOS CANELAS PRETAS. Entrada franca.

FILMES EM EXIBIÇÃO

O Estranho Que Nós Amamos
(The Beguiled)
105 min., Estados Unidos, 1971
Direção: Don Siegel
Distribuição: MPLC
Clint Eastwood e Geraldine Page estrelam este tenso drama psicológico sobre amor e traição. Durante a Guerra Civil Americana, um soldado da União ferido é abrigado pela diretora e pelas estudantes de um colégio para garotas no Sul do país. Enquanto sua saúde melhora, seu desejo aumenta. Poderá ele confiar que estas mulheres não irão entregá-lo? Exibição em HD.

A Mulher Que Se Foi
(Ang Babaeng Humayo)
228 minutos, Filipinas, 2016
Direção: Lav Diaz
Distribuição: Zeta Filmes
Horacia passou os últimos 30 anos numa penitenciária feminina. Ex-professora de escola primária, ela leva uma vida tranquila ajudando suas companheiras a praticarem a leitura e a escrita. Quando outra detenta confessa ter cometido o crime original, Horacia é libertada e parte em busca de sua família então distante. Enquanto procura pelo filho desaparecido, Junior, Horacia descobre novamente sua terra natal – as Filipinas do final dos anos 1990 –, apenas para concluir que seus habitantes vivem aterrorizados pela corrupção e sequestros desenfreados. Sua personalidade generosa fica contaminada por sentimentos de vingança. A mulher que se foi recebeu o Leão de Ouro na Mostra de Cinema de Veneza, em 2016. Exibição em DCP.

A Vida Após a Vida
(Zhi fan ye mão)
80 min., China, 2016
Direção: Zhang Hanyi
Distribuição: Zeta Filmes
Poucos moradores ainda vivem na pequena província chinesa de Shanxi, muitos se mudaram ou morreram, muitas casas abandonadas desabaram e alguns fantasmas voltaram. O espírito de Xiuying vagou por mais de uma década e retornou à aldeia através do corpo do filho, Leilei. Ela quer mover a árvore que plantou no jardim da família do marido quando se casou. Através da visão do passado de Xiuying vemos o que restou no presente, as pessoas, a reencarnação. Zhang Hanyi, em seu primeiro filme, capta o espectro entre a vida e o esquecimento. Exibição em DCP.

Symptoms
93 min., Inglaterra, 1974
Direção: José Ramon Larraz
Uma mulher vai para uma mansão no interior da Inglaterra a convite de sua amiga. O problema é que a mansão não é o que parece – e nem a amiga!
Indicado pela Inglaterra para o Festival de Cannes de 1973 e admirado pelo ator Jack Nicholson, então membro do júri, o filme do espanhol José Ramon Larraz andava fora de circulação desde 1983. Foi restaurado pela BBFC em 2016. Ao aproximar a tensão erótica e o terror, em sua época foi muito comparado a Repulsa ao Sexo de Roman Polanski. Exibição em HD.

A Liga dos Canelas Pretas
26 min., Brasil, 2017
Direção: Antonio Carlos Textor
O filme é baseado em materiais de arquivo e depoimentos de pessoas que combatem o preconceito racial no Rio Grande do Sul. As narrativas abrangem fatos históricos do final do século XIX e início do século XX, sobre inserção do negro na prática do futebol que era esporte da elite branca. Com representações ficcionais, visa ilustrar como se deu o processo de ingresso do negro no futebol e em paralelo, na sociedade rio-grandense, considerando a resistência alimentada, na época, por uma postura racista, herança da sociedade escravocrata e também, pelo sucessivo e cruel, processo conhecido como “branqueamento”, pelo qual o Brasil passou após o final da escravidão. Exibição em HD.

GRADE DE HORÁRIOS
13 a 21 de junho de 2017

13 de junho (terça)
16h – O Estranho Que Nós Amamos
18h – O Estranho Que Nós Amamos
20h – Finos Filmes – Curtas Portugueses

14 de junho (quarta)
16h – O Estranho Que Nós Amamos
18h – O Estranho Que Nós Amamos
20h – Sessão de pré-lançamento de A Liga dos Canelas Pretas

15 de junho (quinta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Finos Filmes – Curtas Brasileiros

16 de junho (sexta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Projeto Raros (Symptoms, José Ramón Larraz)

17 de junho (sábado)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Pré-estreia Mulher do Pai

18 de junho (domingo)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – O Estranho Que Nós Amamos

20 de junho (terça)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Cineclube Academia das Musas – (Um Divã em Nova York, Chantal Akerman)

21 de junho (quarta)
14h30 – A Vida Após a Vida
16h – A Mulher Que Se Foi
20h – Fête de la musique - Aliança Francesa (informações em breve)

terça-feira, 6 de junho de 2017

Moacyr Scliar - 80 anos



Na sexta-feira, 23 de junho, às 20h, a Cinemateca Capitólio Petrobras apresenta uma homenagem a Moacyr Scliar, que completaria 80 anos em 2017. Serão exibidos o longa-metragem O Sonho no Caroço do Abacate, de Luca Amberg, e o curta-metragem Aventuras no Carnaval (ou Labirintos do Inconsciente), de Cristiano Trein. A sessão tem entrada franca.

O Sonho no Caroço do Abacate
90 min., Brasil, 1998
Direção: Luca Amberg
A história do filho de um casal de imigrantes judeus lituanos que se estabelece no bairro do Bom Retiro, em São Paulo, nos anos sessenta. O jovem Mardo (Edward Boggiss) se apaixona por Ana (Taís Araújo), uma estudante negra. Para ficarem juntos, os jovens encontram no amor a força e a determinação para enfrentarem a discriminação na escola onde estudam e o preconceito entre as famílias. Exibição digital.

Aventuras no Carnaval (ou Labirintos do Inconsciente)
12 min., Brasil, 2011
Direção: Cristiano Trein
As aventuras de Ego Schimdt, um jovem funcionário de uma repartição pública, que durante o Carnaval de Porto Alegre, pede ao chefe que o deixe trancado dentro do escritório. Id e Super-Ego também aparecem nessa história que transformará a vida dos personagens principais, com um final surpreendente. Exibição digital.

Obra-prima do horror inglês no Projeto Raros






Na sexta-feira, 16 de junho, às 20h, o Projeto Raros exibe na Cinemateca Capitólio Petrobras o filme Symptoms (1974, 92'), dirigido por José Ramon Larraz
Projeção em HD com legendas em português. Após a sessão, acontece debate com os pesquisadores Carlos Thomaz Albornoz e Paulo Blob. 

No filme, uma mulher vai para uma mansão no interior da Inglaterra a convite de sua amiga. O problema é que a mansão não é o que parece – e nem a amiga!
Indicado pela Inglaterra para o Festival de Cannes de 1973 e admirado pelo ator Jack Nicholson, então membro do júri, o filme do espanhol José Ramon Larraz andava fora de circulação desde 1983. Foi restaurado pela BBFC em 2016. Ao aproximar a tensão erótica e o terror, em sua época foi muito comparado a Repulsa ao Sexo de Roman Polanski.

José Ramon Larraz nasceu em Barcelona e iniciou a carreira como escritor de importantes revistas de quadrinhos como Pilote e Spirou. Começou a trajetória cinematográfica na Inglaterra, em 1970, com o filme Whirlpool. Em 1974, realizou o cultuado As Filhas de Drácula, um dos grandes filmes a apresentar personagens lésbicas dentro de histórias de vampiros. Candidato à Palma de Ouro no Festival de Cannes do mesmo ano, Symptoms é hoje reconhecido como sua obra-prima. Larraz morreu em 2013, aos 84 anos. 



“Filmes que você sempre quis ver ou nem imaginava que existiam”. O slogan do projeto Raros é a sua melhor definição. Iniciado em maio de 2003, o projeto foi concebido com a intenção de apresentar ao público local títulos nunca lançados no circuito exibidor brasileiro ou há muito tempo fora de circulação nos cinemas, procurando reproduzir o espírito das “midnight movies” realizadas em Nova York a partir do final dos anos 1960. Cada filme é apresentado uma única vez, nas noites de sexta-feira, e as sessões são comentadas. Imediatamente acolhido pelos cinéfilos porto-alegrenses, o Raros foi um sucesso instantâneo e logo inspiraria outras iniciativas similares, a mais conhecida delas sendo as Sessões do Comodoro, organizadas pelo saudoso diretor Carlos Reichenbach no Cinesesc de São Paulo. Em 2017, em função da reforma da Usina do Gasômetro, a Cinemateca Capitólio Petrobras passa a receber provisoriamente o projeto Raros.    

Finos Filmes






Nos dias 13 e 15 de junho, a Cinemateca Capitólio Petrobras recebe duas sessões especiais, sempre às 20h, com obras selecionadas do IV Festival Finos Filmes, mostra anual que acontece em São Paulo. Com diversos filmes portugueses e brasileiros inéditos em Porto Alegre, a programação tem entrada franca. Após as exibições, acontece debate com os curadores Bruno Carboni e Felipe Arrojo Poroger.    


FINOS FILMES

O Festival de Finos Filmes é uma mostra de curtas que ocorre anualmente em São Paulo. Mais do que um evento de exibição, a intenção é apresentar os filmes como ponto de partida para debates que ultrapassam o cinema, como política, habitação e direitos humanos. Na sua breve história, já estiveram presentes em júri e/ou mesas de discussão: Fernando Haddad, Laís Bodanzky, Maria Rita Kehl, André Sturm, Daniel Ribeiro, entre outros. Em todas as edições, o festival homenageia a cinematografia de um país estrangeiro. Neste ano, o escolhido é Portugal, que trouxe ao evento diversos curtas premiados em Cannes, Berlim e Locarno, de cineastas renomados como Gabriel Abrantes, Manuel Mozos e Susana Nobre. Com curadoria de Bruno Carboni e Felipe Arrojo Poroger, o Finos Filmes desembarca em Porto Alegre para duas sessões nos dias 13 e 15 de junho: uma com quatro filmes brasileiros da programação e outra só com curtas portugueses. Entrada franca.

GRADE DE PROGRAMAÇÃO

CURTAS PORTUGUESES

A Brief History of Princess X - de Gabriel Abrantes (2016, 7')
Um retrato delirante da escultura Princess X de Constantin Brancusi, uma controversa escultura em bronze, que começou como um busto da igualmente controversa sobrinha bisneta do Napoleão, a Marie Bonaparte.

Penúmbria - de Eduardo Brito (2016, 8')
Penúmbria, a distópica, foi fundada há duzentos anos num extremo de difícil acesso. De solos áridos, mares revoltados e clima violento, ficou a dever o seu nome à sombra quase permanente provocada por uma montanha a sul. Até que um dia, os seus habitantes decidiram entregá-la ao tempo. Esta é a história de um lugar inabitável.

A Glória de Fazer Cinema em Portugal de Manuel Mozos (2015,16')  
A 18 de Setembro de 1929, José Régio escreveu uma carta a Alberto Serpa onde manifestou a vontade de fundar uma produtora para começar a fazer cinema. Para isso, pediu-lhe que contatasse um amigo seu, que teria uma câmara de filmar. Durante quase noventa anos, nada se soube sobre o desfecho deste pedido: nunca se encontrou qualquer resposta de Serpa à carta e Régio não terá voltado a mencionar o assunto. Porém, a descoberta de velhas bobinas no espólio de um colecionador, parece conter o desfecho desta história.

Provas, Exorcismos de Susana Nobre (2015, 25')
Em Alhandra, entre a serra e o rio, um comboio atravessa a povoação. Óscar, quarenta e oito anos, vinte e cinco de trabalho na mesma fábrica, aguarda a resolução do tribunal relativamente ao pedido de insolvência da fábrica em que trabalhava. Com a produção suspensa e com os salários em atraso, Óscar e os seus colegas continuam a comparecer diariamente ao trabalho, na esperança de garantirem os respectivos postos. Face à confirmação do fecho, Óscar retoma o equilíbrio com o mundo ao ser admitido na fábrica ao lado.

CURTAS BRASILEIROS


O Delírio é a Redenção dos Aflitos de Fellipe Fernandes (2016, 21')
Raquel é a última moradora de um edifício condenado e ela precisa se mudar o mais rápido possível para salvar sua família.

Fotograma de Luis Henrique Leal e Caio Zatti (2016, 9')
Uma mulher negra caminha por um bairro de classe média alta no Recife, Brasil. Um muro e duas câmeras de segurança a separam de um condomínio de luxo. "Fotograma" disseca esta imagem cotidiana, buscando pensar suas inscrições históricas. Imagens da cultura e inscrições da barbárie.

Lúcida de Fábio Rodrigo e Caroline Neves (2015,16')
Mas eu nem sei se ela tem alguma coisa pra cozinhar, porque ela não me fala.

Comissão de vendas de Miguel Ramos (2016, 17')
A venda, o sonho e a guerra. Porque crise é pros fracos.


GRADE DE HORÁRIOS

13 de junho – 20h – Curtas Portugueses:

A Brief History of Princess X - de Gabriel Abrantes (7')
Penúmbria - de Eduardo Brito (8')
A Glória de Fazer Cinema em Portugal de Manuel Mozos (16')
Provas, Exorcismos de Susana Nobre (25')

15 de junho – 20h – Curtas Brasileiros

O Delírio é a Redenção dos Aflitos de Fellipe Fernandes (21')
Fotograma de Luis Henrique Leal e Caio Zatti (9')
Lúcida de Fábio Rodrigo e Caroline Neves (16')
Comissão de vendas de Miguel Ramos (17')